Resumo:
No debate sobre a redução do número de partidos políticos, Raul Pilla se posiciona contra as ideias defendidas pelo Deputado Medeiros Neto, que propôs limitar a existência de partidos a três grandes agremiações. Argumenta que a extinção dos pequenos partidos não é uma necessidade nacional, mas sim um interesse partidário, especialmente dos partidos maiores como o PSD. Ele critica a ideia de que a pluralidade partidária seria a causa da instabilidade política e da crise republicana, apontando que a verdadeira responsabilidade pelos problemas do país recai sobre os grandes partidos, que deveriam exercer a liderança política, mas falharam em suas responsabilidades. Ressalta que, no sistema de representação proporcional, os pequenos partidos têm um limite natural no número de representantes, que depende do coeficiente eleitoral. Segundo ele, os pequenos partidos não são responsáveis pela corrupção e desordem econômica que marcaram o país, e sim os grandes partidos, que muitas vezes agem como sindicatos eleitorais em busca de poder. Pilla defende que o problema do Brasil não está na quantidade de partidos, mas na falta de partidos verdadeiros, que tenham uma ideologia e que possam se desenvolver de maneira legítima. Ele cita o Partido Libertador como exemplo de um partido verdadeiro que, se fosse suprimido pelas ideias reacionárias, nunca teria surgido ou prosperado.