Resumo:
Analisa a crise política no Brasil e aponta a rigidez do sistema presidencialista como um obstáculo à substituição de governos ineficazes. Enquanto o sistema permanecer, o país continuará afundando sem alternativa legal para reverter a situação. Ele defende uma reforma constitucional imediata, argumentando que o presidencialismo na América Latina favorece intervenções militares devido à sua instabilidade, como demonstrado pelo episódio de 11 de novembro. No parlamentarismo, tais interferências seriam improváveis, pois as sucessões governamentais ocorreriam naturalmente. Reconhece que, além do problema constitucional, há um problema de força política, pois a resistência militar, liderada pelo general Lott, impede qualquer mudança. Apesar da maioria dos representantes nacionais e até do próprio presidente apoiarem a reforma, a vontade de um militar impede o avanço democrático. Sugere que, ao propor formalmente a reforma, a ditadura teria que se expor, forçando um confronto político direto, porém com melhores condições para a oposição. Ele conclui que o parlamentarismo é a única solução possível, pois traria verdadeira democracia e enfraqueceria a influência militar de forma pacífica. A manutenção do presidencialismo, ao contrário, perpetua governos ineficazes, golpes e a degradação das instituições. Segundo Pilla, não há outra saída para a crise nacional, e a reforma é urgente e inadiável.