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Discute a questão da formação da Mesa da Câmara dos Deputados e a participação da oposição neste processo. Ele questiona a ideia de que a Mesa seja uma comissão permanente, argumentando que sua função é essencialmente a de órgão diretor dos trabalhos da Casa, e não a de comissão, como é frequentemente sugerido. Destaca que, por ser um órgão diretor, a Mesa não pode ser tratada como uma comissão e, por isso, não seria adequada a aplicação de um modelo de representação proporcional entre os partidos. Defende a participação da oposição na formação da Mesa, mas com base em outro princípio. Segundo ele, a Mesa deve ser composta considerando-se as qualidades e predicados pessoais dos membros, e não a representação proporcional dos partidos. Isso significaria que, em vez de garantir exclusivamente cargos para a maioria, a Mesa deve ser formada por aqueles que têm capacidade para representar toda a Casa de forma imparcial, independentemente de sua filiação partidária. Também afirma que a ideia de que cargos na Mesa pertencem exclusivamente aos partidos majoritários é equivocada, pois o importante é a corporação da Câmara, onde os partidos devem se fundir, e não a imposição de uma divisão estritamente partidária. Para ele, essa visão política é um reflexo de uma prática política atrasada e contrária ao bom funcionamento da instituição. |
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