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Critica a proposta de um protocolo destinado a evitar revoluções e golpes militares na América Latina, considerando-o uma tentativa ineficaz de preservar sistemas políticos que muitas vezes não refletem a verdadeira democracia. Argumenta que, apesar das boas intenções de criar uma aliança defensiva entre os países americanos, a verdadeira causa das revoluções e golpes militares está nas falhas dos regimes políticos, particularmente os regimes presidenciais. Quando os governos não conseguem atender às aspirações populares de maneira pacífica e legal, a insatisfação cresce, o que favorece o uso da força. Observa que em muitos países latino-americanos, apesar de manterem as aparências de democracias representativas, na prática o poder é concentrado de forma autoritária, especialmente sob regimes presidenciais que dificultam a expressão pública e a participação política efetiva. Critica a ideia de que a solução para as crises políticas seria fortalecer governos que, embora democraticamente eleitos, acabam sendo influenciados por pressões externas e internas, resultando em uma perpetuação do sistema de opressão. Também critica a postura dos Estados Unidos, que, enquanto defensores da democracia, aceitam ditadores como Trujillo e Batista, o que revela um desprezo pela verdadeira democracia e pelos direitos dos povos latino-americanos. Assim, Pilla defende uma reflexão mais profunda sobre os regimes políticos e a necessidade de reformas significativas para evitar conflitos internos. |
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