Resumo:
Discute o fenômeno da sugestão, que é amplamente reconhecido como uma ferramenta poderosa tanto no campo individual quanto no social. A sugestão pode influenciar profundamente as decisões e comportamentos, como exemplificado pela manipulação das massas pelos regimes totalitários, que usaram a propaganda para hipnotizar e controlar os povos. Destaca que, em democracias, a sugestão é usada de maneira mais sutil, com o objetivo de manipular a opinião pública e reforçar a demagogia. No entanto, o que o autor considera realmente novo é o uso da sugestão como um instrumento de governo, especialmente no contexto de crises econômicas, como a inflação. Ironiza a abordagem do governo brasileiro ao lidar com a inflação, sugerindo que, em vez de adotar medidas difíceis, o governo se apoia em uma "terapêutica suave", onde a simples repetição de palavras sobre a contenção da inflação seria suficiente para convencê-la de desaparecer. Ele questiona o otimismo excessivo do presidente Juscelino Kubitschek e seus esforços para combater a inflação, sugerindo que, ao invés de enfrentar a realidade da crise econômica, ele prefere usar a sugestão para criar uma falsa sensação de controle. Apesar de reconhecer o poder da sugestão no contexto psicológico, Pilla expressa dúvidas sobre sua eficácia em resolver problemas estruturais graves como a inflação. Ele conclui que o governo parece estar tentando ganhar tempo antes de uma eventual catástrofe econômica.