Resumo:
Apresenta uma reflexão sobre uma fotografia histórica de Getúlio Vargas, tirada durante uma visita ao Museu Imperial de Petrópolis. Na imagem, Vargas aparece sorridente diante de uma palhaçada do Sr. Barreto Pinto, um truão da corte. Usa essa imagem para simbolizar a época de profunda dissolução moral que levou à queda política de Vargas. A fotografia, segundo ele, revela a insensibilidade de Vargas frente ao ambiente austero e à decadência da política nacional. Traça a trajetória de Vargas, destacando sua ascensão política através da República Velha, marcada por práticas de cargos e vantagens pessoais. Vargas, que foi deputado estadual e federal, chegou ao ministério da Fazenda e, posteriormente, à presidência do Estado, onde iniciou uma nova era política. No entanto, apesar das expectativas, a velha escola política rapidamente retomou o controle. Critica a duplicidade de Vargas, que inicialmente não demonstrou simpatia pela Revolução Liberal, mas acabou se aproveitando das circunstâncias para chegar ao poder, como candidato apoiado por liberais e republicanos. A Revolução Liberal, que visava combater a concentração de poder, acabou estabelecendo uma ditadura que perdurou por mais de uma década, culminando no Estado Novo. Pilla sugere que o movimento revolucionário, que inicialmente surgiu contra a corrupção, resultou no aumento do autoritarismo e na degradação moral, que foi simbolicamente capturada na famosa fotografia de Vargas sorrindo diante da palhaçada de Pinto.