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Critica a situação política brasileira, especialmente os efeitos negativos do sistema democrático atual. Ele exemplifica isso com um episódio ocorrido em um comício de Ademar de Barros, candidato à Prefeitura de São Paulo, em que, diante de uma plateia desinteressada, ele recorre a uma abordagem demagógica e personalista para conquistar o apoio do público. Pilla descreve como o candidato interrompe o discurso de um orador e, de maneira informal e descompromissada, apela diretamente à emoção da multidão, provocando grande entusiasmo com um gesto simplório e palavras vazias, como “Mulheres, cheguei” e “vocês vão ou não votar no papai?”. Este episódio, para Pilla, é um reflexo da doença profunda que afeta o sistema político brasileiro, onde a democracia é prejudicada pela irresponsabilidade, a falta de civismo e a prevalência da demagogia. Alerta para o risco de o país continuar sendo governado por esse tipo de mentalidade, em que a eleição do chefe do Executivo é reduzida a um espetáculo de personalismo e apelo emocional, sem espaço para debate de ideias e propostas concretas. A crítica de Pilla não se limita às camadas mais baixas da população, mas também atinge setores mais educados, como professores universitários e membros da elite, mostrando que a consciência coletiva está em processo de dissolução no Brasil. |
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