Resumo:
Analisa a proposta de pacificação nacional feita pelo governador Bias Fortes, destacando que o problema não é a pacificação em si, mas sim a resolução da grave crise que afeta o país, abrangendo os campos econômico, financeiro, político, social e moral. Afirma que a pacificação só seria possível caso a crise fosse resolvida, o que não cabe à Oposição, pois ela não possui os meios para tal. Para ele, a responsabilidade recai sobre o Governo, que, ao não resolver os problemas estruturais, está fomentando a desordem política. A Oposição, embora disposta a fiscalizar, deve combater quando o Governo falha em agir corretamente. A chave para a pacificação, segundo Pilla, está nas mãos do presidente da República, que, ao invés de promover reformas institucionais significativas, como a criação de um Conselho de Estado, busca fortalecer ainda mais o Poder Executivo. Esse direcionamento, para Pilla, apenas agrava a situação, ao invés de promover a pacificação. Ele argumenta que, ao tentar reforçar o Executivo, o Governo estará inevitavelmente levando o país à guerra política, em vez de alcançá-la pacificamente. Por fim, Pilla conclui que, devido à falta de vontade ou preparo do presidente, a verdadeira pacificação não será alcançada, e o país continuará se debatendo na crise.