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Critica a afirmação de Danton Jobim de que o parlamentarismo agravaria o problema político brasileiro. Pilla refuta essa opinião com base na experiência histórica do Brasil, que já vivenciou tanto o presidencialismo quanto o parlamentarismo. O país, durante o segundo Reinado, teve um período sob o sistema parlamentar, com altos índices de moralidade pública e estabilidade, onde até pequenas incorreções levavam à queda dos governantes. Isso contrasta com o atual cenário, onde a situação política é marcada por um caos originado, segundo Pilla, pelo presidencialismo. Argumenta que o parlamentarismo não traria caos, pois já vivemos em um caos sob o presidencialismo, e destaca que a experiência passada do sistema parlamentar foi no contexto monárquico. Ele reconhece que existem diferenças entre o parlamentarismo monárquico e o republicano, mas observa que as semelhanças são mais significativas. Em ambos os sistemas, o chefe de Estado exerce a função de árbitro supremo, sendo vitalício no caso da monarquia e temporário no caso da república. Questiona a incapacidade do Congresso Nacional de eleger um presidente eficaz sob o sistema parlamentar, sugerindo que a escolha de um bom presidente pelo Congresso seria mais viável do que a escolha por sufrágio universal no presidencialismo. Ele argumenta que, caso o Congresso fosse incapaz de fazer essa escolha, seria um indicativo de que o Brasil não está apto para exercer a democracia de maneira plena. |
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