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Refuta a argumentação apresentada pelo jornal "O Estado de São Paulo", que afirma que o parlamentarismo só teria êxito na Inglaterra, devido à sua estrutura política única e à consciência partidária de seus membros. Destaca que, embora a Inglaterra tenha dois ou três grandes partidos, outras nações como Bélgica, Suécia, França e Itália, com sistemas multipartidários, também adotam com sucesso o parlamentarismo. Ele questiona a conclusão do jornal de que a multiplicidade de partidos impediria a implementação eficaz do sistema no Brasil. Reverte o argumento, apontando que o sistema presidencialista, também defendido pelo jornal, tem se mostrado eficaz apenas nos Estados Unidos, onde o número de partidos é limitado, e que, fora daquele contexto, o presidencialismo não teve o mesmo sucesso. Ele reforça que não há uma relação direta entre o número de partidos e o tipo de sistema de governo. Tanto o parlamentarismo quanto o presidencialismo podem funcionar com poucos ou muitos partidos, embora, com a multiplicidade partidária, esses sistemas tendem a ser menos eficientes. Cita o trabalho de Maurice Duverger, que estuda a relação entre sistemas de governo e regimes partidários. Segundo Duverger, no presidencialismo, o multipartidarismo fortalece o governo e enfraquece o Parlamento, contrastando com o bipartidarismo, onde o executivo encontra uma maioria homogênea no Legislativo. Conclui que o "Estado de São Paulo" está equivocado em sua crítica ao parlamentarismo, que, para ele, continua sendo uma alternativa viável para o Brasil. |
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