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Discute a tramitação da Emenda à Constituição que propõe a adoção do sistema parlamentar de governo no Brasil. A proposta enfrenta resistência, mas não devido ao mérito da reforma em si, e sim pela sua oportunidade. A principal objeção vem de setores que alegam que a classe militar se oporia à mudança, o que é refutado por ele. Ele argumenta que os militares não têm razão para se opor à reforma, pois o sistema parlamentar poderia beneficiar a classe ao reduzir a necessidade de intervenções militares na política. Pilla observa que, desde o fim do período militarista da República, os militares têm sido frequentemente convocados para intervir em crises políticas, o que prejudica sua função e a estabilidade do regime democrático. Para Pilla, a classe militar deve, na verdade, apoiar a reforma, pois ela restauraria a boa prática da democracia representativa, permitindo que as crises políticas sejam resolvidas pacificamente, sem a necessidade de envolvimento militar. Ele também critica os militares que se opõem à reforma, considerando-os representantes de uma degeneração da vida pública, que prejudica tanto a classe militar quanto a própria República. Por fim, defende que o Congresso Nacional deve cumprir seu dever patriótico e avançar com a reforma, independentemente de resistências externas. |
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