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Critica a visão simplista de certos defensores do presidencialismo, que consideram o voto popular como o único critério para a consolidação de uma democracia representativa. Segundo ele, o autor de uma campanha pelo voto secreto, ao focar apenas no processo eleitoral, negligenciou a necessidade de um mecanismo adequado para garantir a eficácia do governo representativo. O voto, por si só, não é suficiente; ele precisa de um sistema que saiba receber e orientar sua força. Pilla também reflete sobre a confusão entre monarquia parlamentar e república parlamentar, ressaltando que em sistemas monárquicos a escolha dos ministros pelo congresso é necessária devido à permanência dos monarcas, enquanto nas repúblicas, em que o chefe de Estado é eleito pelo povo, não há necessidade de um sistema de mudanças ministeriais frequentes. Ele enfatiza que a visão do autor sobre democracia representativa é extremamente limitada, considerando apenas a eleição direta do chefe de governo como o fator determinante. Pilla argumenta que o verdadeiro avanço democrático não está apenas na escolha popular do governante, mas também na maneira como o poder é distribuído e exercido. Traça uma analogia entre a monarquia absoluta e a república presidencialista, destacando que, em ambos os casos, o poder se concentra em uma pessoa que não responde diretamente ao parlamento, com uma distinção apenas no tempo de exercício do poder. |
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