Resumo:
Aborda a questão da Argélia e a relação com o sistema parlamentarista da França. Destaca que o problema da Argélia é essencialmente francês, mas também afeta o Ocidente como um todo. Pilla observa que, apesar de a solução adotada pelo governo francês parecer correta, o parlamento não está preparado para aceitá-la, e impor essa solução seria um ato ditatorial. Ele afirma que a democracia implica que a maioria da população aceite as decisões do governo, mesmo que a solução proposta seja boa. A resistência à solução reflete a complexidade do sistema democrático, que depende da aceitação popular. Também critica as visões autoritárias, como as de De Gaulle, que apontam a queda do governo Bourges-Manoury como uma crise do parlamentarismo. Para Pilla, não há crise no sistema parlamentar, mas sim dificuldades enfrentadas pelo regime representativo em um mundo complexo. Ele argumenta que o sistema parlamentarista é uma das formas mais perfeitas de democracia representativa e não deve ser confundido com a falácia de uma "crise do parlamentarismo". Ele conclui que as críticas ao parlamentarismo estão muitas vezes ligadas a uma insatisfação geral com o regime representativo, e que, ao contrário do presidencialismo, o parlamentarismo permite uma maior participação da população, sem o risco de legitimar o arbítrio dos governantes.