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Aborda a prática de os chefes militares emitirem ordens solenes em datas nacionais, com o objetivo de exaltar a consciência patriótica de seus subordinados. No entanto, o autor observa que tais documentos, embora comemorativos, muitas vezes acabam assumindo uma conotação política, o que pode ser inconveniente, visto que desvia o foco da celebração e se torna um veículo para influenciar a opinião pública em questões políticas. Critica a utilização de tais ordens para doutrinação política, destacando que o regime republicano não é necessariamente mais humano ou lógico do que a monarquia, já que ambos podem ter diferentes mecanismos de governança, desde a monarquia absoluta até a monarquia parlamentar e, na República, desde a ditadura pessoal até a democracia. O autor ressalta que tanto a monarquia quanto a República podem ter características autocráticas ou democráticas, dependendo do contexto, e que o regime republicano, no Brasil, tem sido escolhido pelo povo, mas isso não significa que ele seja imutável. Questiona a ideia de que o regime presidencialista atual seja uma escolha definitiva e argumenta que o povo tem o direito de reavaliar e escolher outro regime, caso assim deseje, por meio de mecanismos constitucionais. |
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