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Analisa a eleição presidencial na Argentina, em que o candidato Arturo Frondizi, do Partido Radical Intransigente, venceu por ampla maioria. Pilla observa que, embora Frondizi tenha vencido, sua vitória representa mais uma perpetuação do peronismo, já que o candidato não se distanciou completamente do legado de Juan Domingo Perón, que arruinou moral e materialmente a Argentina. Em vez de abrir uma nova era de paz e liberdade, a vitória de Frondizi marca o início de novas perturbações. O autor considera a revolução que derrubou o ditador Perón uma "revolução imperfeita" ou até mesmo uma revolução frustrada, já que, após a mudança de governo, o processo político não resultou em melhorias duradouras. Critica o processo eleitoral, apontando que a democracia, no sistema presidencialista, tende a cair na fraude ou na demagogia, e que o candidato vitorioso, que antes era um adversário de Perón, agora se comprometeu com a massa popular para alcançar o poder. Pilla argumenta que as revoluções latino-americanas, por mais justificadas que sejam, falham em resolver o problema estrutural do sistema de governo presidencialista, que acaba deformando e cooptando os novos governantes. Ele sugere que uma verdadeira mudança política na Argentina seria possível apenas com a adoção do parlamentarismo, que poderia transformar as eleições em um verdadeiro campo de disputa ideológica. |
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