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Discute o papel das classes armadas na política, particularmente na América Latina. Destaca que, em países democráticos, os militares têm uma função restrita à defesa nacional, sem se envolver diretamente na política. No entanto, em muitas nações latino-americanas, como Brasil e Argentina, os militares frequentemente intervêm na política, seja para corrigir a desordem do sistema presidencialista ou para garantir o funcionamento da democracia. Pilla reconhece que essas intervenções podem, em alguns casos, ser necessárias para a preservação da democracia, como ocorreu durante movimentos militares que derrubaram regimes autoritários. No entanto, alerta que a constante intervenção militar pode levar ao caudilhismo, ou seja, ao domínio político por líderes militares. Isso ocorreu, por exemplo, com os golpes de 1955 no Brasil, que, apesar de pretenderem salvar a democracia, acabaram restabelecendo a corrupção no poder. O autor critica a atitude de alguns militares que, ao se envolverem em questões políticas, buscam proteger-se com a imagem do Exército, quando são atacados por suas ações políticas. Ele enfatiza que, embora as classes armadas desempenhem um papel crucial na defesa do país, os militares envolvidos em questões políticas devem ser tratados como políticos, e não como representantes das forças armadas. Pilla defende a separação entre os deveres militares e as ambições políticas, condenando a exploração do poder por parte de certos membros da classe militar. |
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