Resumo:
Analisa a eleição para o governo do Estado, que acontece em 3 de outubro, e os dois principais candidatos: Peracchi Barcellos, da Frente Democrática, e Leonel Brizola, do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). A escolha do eleitorado é apresentada como difícil devido às diferenças entre os candidatos, tanto em suas personalidades quanto em suas propostas políticas. Barcellos é visto como um democrata sincero, enquanto Brizola é caracterizado como um demagogo que representa a perversão da democracia. O autor destaca que a eleição vai além da escolha de pessoas, sendo uma escolha entre dois sistemas de vida pública: a democracia e a demagogia. Pilla critica o "trabalhismo" brasileiro, associando-o a práticas corruptas e à exploração dos trabalhadores, em contraste com o trabalhismo britânico, que busca elevar os trabalhadores. O autor questiona as instituições de assistência e previdência, acusando-as de transformarem-se em mecanismos de politicagem que exploram os trabalhadores. Além disso, o texto critica a sindicalização oficial e compulsória, com o imposto sindical sendo utilizado para dilapidar os recursos dos trabalhadores em vez de protegê-los. Argumenta que o trabalhismo no Brasil se tornou uma ferramenta de exploração política, comparando-o com o sistema britânico, que tem como objetivo melhorar as condições dos trabalhadores. A eleição, portanto, é apresentada como uma escolha entre a "decência democrática" representada por Barcellos e a "corrupção demagógica" representada por Brizola.