Resumo:
Critica a postura do presidente Juscelino Kubitschek em relação ao parlamentarismo, argumentando que ele, como político presidencialista, se opõe ao sistema parlamentarista de forma contraditória e sem apresentar argumentos sólidos. Pilla sugere que Kubitschek, junto com outros políticos como João Goulart e Jânio Quadros, mantém uma posição contra o parlamentarismo porque o presidencialismo é o sistema que garante seu poder e ascensão política. Ao condenar o parlamentarismo, o presidente, segundo o autor, na verdade estaria criticando a democracia representativa, visto que no sistema parlamentarista os governos mudam de acordo com a opinião pública e os votos de confiança. Pilla também denuncia a ideia de que o parlamentarismo seja um "luxo" que o Brasil não pode se dar. Para ele, o verdadeiro "luxo" que prejudica as nações latino-americanas é o presidencialismo, um sistema imperfeito e perigoso que gera desordem política, financeira e leva a ditaduras, golpes de Estado e revoluções. A América Latina, argumenta Pilla, paga um alto preço por essa estrutura governamental, com um custo que é suportado pelo povo, em forma de sofrimento e instabilidade. Conclui com uma crítica à falta de responsabilidade política de Juscelino Kubitschek, que, segundo o autor, se beneficia do poder proporcionado pelo presidencialismo e ignora suas consequências negativas.