Resumo:
Critica fortemente o que ele chama de "monumental mistificação" do trabalhismo no Brasil, especialmente em relação às políticas sociais atribuídas a Getúlio Vargas. Argumenta que o trabalhador brasileiro nada deve ao trabalhismo, pois, embora a legislação social seja muitas vezes creditada a Vargas, ela seria uma obrigação internacional do Brasil e teria surgido independentemente de sua intervenção. Segundo o autor, Vargas não foi um reformador genuíno, mas apenas um oportunista que utilizou a política social para se beneficiar politicamente. Pilla também destaca que as políticas de assistência e previdência social, criadas durante o governo Vargas, não atendem aos trabalhadores de forma eficaz. Em vez disso, os institutos de previdência e assistência se tornaram instrumentos políticos e parasitários que exploram os trabalhadores, aumentando os custos de produção e prejudicando o poder de compra dos trabalhadores. Critica o fato de que os trabalhadores pagam duas vezes pelos benefícios que supostamente deveriam ser recebidos: uma vez como consumidores e outra como produtores, devido ao aumento de preços e salários. Por fim, sugere que, mesmo que esses serviços funcionassem corretamente, o verdadeiro problema é o desgoverno e a corrupção administrativa, que afetam a economia do país. Conclui que um bom governo, capaz e honesto, é essencial para o bem-estar dos trabalhadores, independentemente da ideologia política do governo.