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| dc.contributor.author | Pilla, Raul | |
| dc.date.accessioned | 2025-04-09T19:43:40Z | |
| dc.date.available | 2025-04-09T19:43:40Z | |
| dc.date.issued | 1958-03-16 | |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/20.500.11959/8073 | |
| dc.description.abstract | No Brasil, a Constituição estabelece que o Poder Legislativo é independente, mas, na prática, esse ideal frequentemente não se concretiza devido à forte influência do Poder Executivo. No sistema presidencialista, especialmente na América Latina e até nos Estados Unidos, o poder do presidente tende a ser dominante, com o intervencionismo econômico ampliando essa força. Como resultado, o Legislativo muitas vezes se subordina ao Executivo, que interfere diretamente na constituição dos órgãos do Legislativo, como a eleição dos dirigentes da Câmara dos Deputados. Entretanto, ocorreu um fato significativo que contrariou essa tendência: o presidente da Câmara foi eleito contra a vontade do Presidente da República. Embora esse episódio tenha sido, possivelmente, um caso isolado e determinado por uma combinação de fatores, ele representou uma reversão momentânea na dinâmica do sistema. Pela primeira vez, a Câmara dos Deputados escolheu seu presidente independentemente da determinação do Executivo. Esse acontecimento, embora fortuito, tem um valor simbólico importante, pois sugere a possibilidade de maior autonomia para o Legislativo. O evento também oferece uma oportunidade para que os deputados mantenham essa independência, como exige a democracia brasileira, frequentemente fragilizada. A escolha do presidente da Câmara, sem a interferência direta do Executivo, se apresenta como um avanço para a democracia, que ainda luta por seu fortalecimento no país. | pt_BR |
| dc.subject | Independência; Intervencionismo; Democracia Brasileira; Sistema; Poder Legislativo | pt_BR |
| dc.title | A independência do legislativo | pt_BR |
| dc.type | Other | pt_BR |