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Analisa as inclinações políticas históricas das Forças Armadas brasileiras — Marinha, Exército e Aeronáutica — diante do debate entre presidencialismo e parlamentarismo. Pilla parte da observação de Ali Right de que a Marinha tende ao liberalismo e ao parlamentarismo, enquanto o Exército, historicamente ligado ao positivismo e aos ideais da proclamação da República, mostra simpatia por governos fortes e presidencialistas. No entanto, alerta que essa divisão é apenas esquemática e não abrange as exceções significativas ao longo da história. Ele relembra, por exemplo, que durante a Revolução Federalista no Sul, diversos oficiais do Exército se aliaram à Marinha e aos federalistas na luta pela democratização da República. Argumenta ainda que a experiência desastrosa do presidencialismo ao longo dos anos teria provocado mudanças internas no pensamento do Exército. A influência positivista desapareceu, e os desafios modernos da arte militar afastaram os militares da filosofia de Comte, promovendo uma diversidade de visões institucionais. Com base em conversas com figuras como o marechal Mascarenhas de Morais e o general Canrobert, Pilla constata a crescente simpatia dentro do Exército pela reforma parlamentarista como solução para a crise política nacional. Sobre a Aeronáutica, embora não haja unidade de pensamento, ele destaca o posicionamento do Brigadeiro Guedes Muniz, que vê o presidencialismo como falido e defende um governo colegiado. Conclui que não há homogeneidade ideológica entre as Forças Armadas, mas sinais claros de abertura ao parlamentarismo. |
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