Resumo:
Raul Pilla comenta sobre as declarações do Governador Dinarte Mariz, que propôs uma "pacificação nacional". Pilla argumenta que, embora o país precise urgentemente de reformas políticas e morais, a pacificação sugerida é ineficaz. Para ele, a verdadeira pacificação não deve ser entendida como a cessação da luta contra o governo, mas como um processo de remoção das causas dos problemas, com a realização de reformas profundas e a disposição do governo de reformar-se. A pacificação proposta, segundo Pilla, seria uma solução superficial, que apenas "alivia" os sintomas, sem tratar as raízes dos problemas estruturais do país. Ele critica a ideia de uma "segurança enganadora", onde a aparente calma não resolve os conflitos reais. Compara essa pacificação a uma situação em que, em um barco prestes a naufragar, passageiros e tripulantes se reúnem na parte mais segura, ignorando o fato de que o barco ainda está em risco de afundar. Em sua análise, a pacificação proposta, nas condições atuais, seria como um apelo para a inação, deixando os problemas reais sem solução. Conclui que sem reformas reais e a disposição do governo de mudar, a pacificação proposta não contribuiria para a melhoria do país e poderia até levar a uma crise mais grave.