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Reflete sobre o suicídio de Getúlio Vargas e as circunstâncias que o levaram a esse ato trágico. Pilla argumenta que a causa principal da morte de Vargas não foi a iminente deposição do poder, mas sim a situação política e pessoal em que se viu envolvido, especialmente após a revelação de um grande escândalo de corrupção no governo. O presidente se viu afogado pelo "rio de lama" que corria pelo Catete, e essa corrupção interna foi o ponto crucial que o levou ao desespero. Pilla critica a maneira como a memória de Vargas tem sido tratada ao longo dos anos, particularmente nas memórias de Café Filho. Ele lamenta que, ao invés de reconhecer as causas profundas da tragédia e os erros de Vargas, muitos tenham tentado dar ao evento uma conotação política, colocando a culpa em adversários e distorcendo os fatos históricos. Para Pilla, a verdadeira lealdade ao presidente deveria ter sido demonstrada antes, com alertas sobre os erros que estavam preparando a tempestade. A fidelidade mal empregada, ao ser usada apenas para defender Vargas após sua morte, é vista como uma perda de oportunidade de evitar a tragédia que se desenhou. O autor denuncia a falta de espírito público e a obliteração do senso moral na política brasileira. |
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