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Faz uma análise crítica do discurso do Presidente Juscelino Kubitschek, destacando a falta de uma definição clara e incisiva sobre o comunismo, que foi tratado de forma vaga e indireta. Pilla observa que, apesar de o discurso ter oferecido uma definição, ele não traçou uma política concreta e assertiva sobre o tema, o que gerou apreensões. Ele faz um reparo sobre a ideia de que o Governo poderia buscar uma "lei de fidelidade ao regime", inspirada na legislação norte-americana, e questiona a eficácia de leis de exceção, especialmente se direcionadas contra o comunismo, uma vez que isso poderia enfraquecer a democracia e as regras do jogo político. Pilla enfatiza que a luta contra o comunismo no Brasil não deve ser resolvida apenas por meio de legislação restritiva, mas por uma abordagem política, educativa e de bom governo. Critica a complacência com que elementos comunistas são aceitos, especialmente nas classes armadas, e alerta para o risco de uma legislação de exceção ser utilizada contra adversários políticos em vez de combater efetivamente o comunismo. Por fim, Pilla conclui que, sem sinceridade no combate ao comunismo e capacidade para sustentar uma política coerente, qualquer ação legal poderia ser manipulada para fins políticos, como demonstrado pelos pleitos eleitorais após a proibição legal do partido comunista. |
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