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Reflete sobre a criação de uma lei que, à primeira vista, busca garantir a fidelidade à democracia, mas que, na prática, acaba se distorcendo para proteger o poder vigente. Inicialmente chamada de "Lei de Fidelidade à Democracia", a proposta revelou-se excessivamente rígida, pois poderia punir até mesmo infidelidades menores, atingindo pessoas em altos postos do governo. O nome foi então alterado para "Lei de Defesa Prévia da Democracia", sugerindo uma abordagem menos severa e mais preventiva. A mudança visava suavizar a percepção pública, afirmando que a lei não seria repressiva, mas sim uma medida para evitar desvios antes que se concretizassem. No entanto, Raul Pilla expressa seu desconforto com essa transformação. Ele prefere uma lei repressiva, que fosse capaz de punir atos concretos, em vez de uma preventiva, que, segundo ele, oferece uma margem perigosa para o arbítrio do poder. Para ele, a verdadeira defesa da democracia não está em legislar sobre intenções ou prevenir comportamentos, mas em praticar a democracia de maneira genuína. Pilla critica o uso da democracia como um nome para justificar o poder, questionando se o que realmente está em defesa é a democracia ou, de fato, os interesses daqueles que a estão manipulando. A democracia, segundo ele, não pode ser defendida por meio de leis artificiais, mas precisa ser vivida e praticada de forma autêntica. |
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