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Raul Pilla critica veementemente a postura do jornal O Estado de S. Paulo, liderado por Júlio de Mesquita Filho, contra a proposta de adoção do parlamentarismo no Brasil. Acusa o jornal de adotar uma atitude autoritária, onde os leitores são levados a aceitar sem questionamentos as opiniões publicadas, especialmente em relação ao parlamentarismo. O autor reflete sobre o editorial de Mesquita Filho, intitulado "Parlamentarismo e cegueira", que considera os defensores do parlamentarismo como "cegos", uma visão que Pilla considera desinformada e equivocada. Para o autor, as figuras mencionadas, como Afonso Arinos e Odilon Braga, não são cegos por natureza, mas passaram por um processo doloroso de mudança de opinião após refletirem criticamente sobre o fracasso do presidencialismo no Brasil. Destaca que, ao contrário do que o editorial sugere, essas pessoas não são cegas, mas patriotas que buscam soluções para os problemas do país. Ele lamenta a recusa de Júlio de Mesquita Filho em abrir espaço para um debate amplo e científico sobre o tema, o que, para Pilla, representa um obstáculo ao esclarecimento público. O autor alerta para o perigo da "cegueira" que se espalha, ameaçando a saúde democrática do país, e apela pela criação de barreiras contra essa difusão de ideias desinformadas. |
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