Resumo:
Raul Pilla responde a um editorial do jornal O Estado de S. Paulo, que critica a proposta de mudança para o sistema parlamentarista, alegando que isso traria uma situação catastrófica ao Brasil. O editorial afirma que, com o parlamentarismo, o país enfrentaria um ciclo de troca constante de governantes, como os políticos Getúlio Vargas, Amaral Peixoto, João Goulart e Ademar de Barros, que assumiriam a presidência em períodos curtos de tempo, resultando em instabilidade. Pilla, no entanto, reflete sobre essa crítica, sugerindo que, embora um cenário de governantes se revezando a cada três meses pareça problemático, seria uma situação menos grave do que a continuidade do regime presidencialista. Ele cita o exemplo de Getúlio Vargas, que, após ser deposto, voltou ao poder em 1950 e governou por cinco anos. Pilla argumenta que, se o regime presidencialista for mantido, o país provavelmente enfrentará longos períodos de governo por figuras como o genro de Vargas, João Goulart ou Ademar de Barros, o que representaria uma continuidade de desmandos. Conclui que o argumento contra o parlamentarismo, embora inicialmente convincente, na verdade expõe os problemas do atual sistema presidencialista. Enfatiza que o modelo parlamentarista seria mais eficaz para evitar os excessos e abusos associados ao presidencialismo, defendendo uma mudança de sistema como uma solução para a crise política.