Resumo:
Analisa a grave crise que a França enfrentava na época, destacando a insurreição militar com apoio de setores da extrema-direita, cujo objetivo seria instaurar um governo autoritário sob o comando do General De Gaulle. O conflito se intensificou a ponto de o governo francês declarar o "estado de urgência", similar ao "estado de sítio" no Brasil. Pilla observa que a crise tem raízes na frustração do povo francês, especialmente pelo declínio do império colonial francês, após a derrota na guerra da Indochina. Embora alguns observadores vejam a crise como um fracasso do sistema parlamentarista, Pilla destaca que a França tem lições valiosas para os países latino-americanos, especialmente aqueles que sofrem com o caudilhismo presidencialista. A forma como o parlamento francês se levantou contra a insurreição, reafirmando a força do poder civil, é um exemplo de como a democracia parlamentar pode resistir a ameaças militares. Pilla questiona se algo semelhante seria possível nas repúblicas latino-americanas, onde o poder civil está frequentemente sujeito a influências militares. Também critica as repúblicas presidencialistas da América Latina, sugerindo que elas, ao contrário da França, não demonstram a mesma força do poder civil.