Resumo:
Critica o uso do exemplo da França como argumento contra o sistema parlamentar.Afirma que o que ocorre na França não é, de fato, um sistema parlamentar, mas um governo de assembléia, caracterizado pela multiplicidade de partidos, o que gera instabilidade nos gabinetes. Pilla explica que a verdadeira instabilidade não está no parlamentarismo em si, mas na distorção do sistema francês, e sugere que a solução seria uma reforma constitucional para adotar um sistema parlamentar mais puro, como o da Inglaterra e outros países da Europa continental. O autor questiona a lógica dos defensores do presidencialismo, que apontam o fracasso do sistema francês como uma justificativa para a adoção do presidencialismo em todo o mundo. Pilla argumenta que, se o sistema parlamentar funcionasse mal devido a uma falha estrutural, deveria haver instabilidade em todos os países que o adotam, como na Suécia, Noruega, Alemanha e outros, mas isso não ocorre. Ao contrário, ele aponta que o parlamentarismo tem funcionado bem em diversos países e que as falhas observadas na França não são uma evidência contra o sistema em si. Pilla critica a visão reducionista dos presidencialistas, que, ao analisar a França e os Estados Unidos, tentam impor suas conclusões de forma universal, sem considerar as peculiaridades de cada contexto.