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Aborda a relação entre o caboclo, o indígena e o imigrante estrangeiro, refutando a ideia de um antagonismo entre essas duas figuras, conforme defendido por Rachel de Queirós. Pilla adota a posição de Gustavo Corção, que acredita que a presença dos imigrantes pode ter uma influência positiva na recuperação do homem do campo, especialmente no que diz respeito ao comportamento e à capacidade produtiva. Pilla compartilha uma experiência pessoal em uma fazenda no Rio Grande do Sul, onde observou um homem do campo com acesso a terra fértil e sem nenhum custo para cultivá-la, mas que, ainda assim, se limitava a trabalhar minimamente para garantir o necessário para viver. Esse exemplo, segundo o autor, ilustra a falácia de que a questão agrária no Brasil seria resolvida apenas com uma redistribuição de terras, sem levar em conta a necessidade de mudar a mentalidade e a postura dos trabalhadores. Em contraste, ele cita a zona colonial do estado, onde imigrantes estrangeiros e seus descendentes convivem com os caboclos. Nesse ambiente, os caboclos absorvem hábitos de trabalho, economia e conforto dos imigrantes, o que contribui para a melhoria de sua qualidade de vida. Conclui seu texto defendendo a visão de Corção de que os imigrantes, ao interagirem com os indígenas e caboclos, têm um papel educativo e são fundamentais no reerguimento dessas populações. |
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