Resumo:
Critica os processos fraudulentos e coercitivos que comprometem a liberdade e o sigilo do voto no Brasil, como o transporte das cédulas pelos cabos eleitorais, a revista arbitrária dos eleitores e os currais eleitorais. Argumenta que esses métodos violam a liberdade de escolha do cidadão e buscam manipular os resultados eleitorais. Para combater essas distorções, Pilla defende a adoção da cédula única e oficial, um modelo em que o eleitor recebe a cédula diretamente do presidente da mesa eleitoral, marcando sua escolha em um ambiente sigiloso e protegido. O autor destaca que, além de garantir maior segurança e liberdade de voto, a cédula única também seria uma solução econômica, eliminando os custos com a impressão de múltiplas cédulas pelos candidatos. Inicialmente, Pilla acreditava que a implementação desse modelo seria difícil, especialmente em eleições legislativas, devido ao grande número de partidos e candidatos. No entanto, ele se convence da viabilidade da proposta após ouvir o deputado Fernando Ferrari, que demonstrou, com base em experiências internacionais, que a cédula única já é utilizada com sucesso em países como a Itália, onde o sistema também lida com numerosos partidos. Conclui que, diante da demonstração prática e da simplicidade do processo, não há mais justificativas para a não adoção da cédula única nas próximas eleições, e afirma que será um teste da boa fé dos políticos em promover uma reforma eleitoral eficaz.