Resumo:
Critica a atuação da Comissão de Fixação de Preços (COFAP), afirmando que ela não resolve os problemas econômicos e apenas cria uma falsa sensação de controle. O autor questiona a justificativa do governo, que, ao solicitar a prorrogação da COFAP, tenta responsabilizar a oposição pela alta do custo de vida, caso a comissão seja extinta. Pilla destaca que, desde a criação da COFAP, os preços nunca pararam de subir, e o governo, com sua política econômica falha, não consegue implementar medidas eficazes para corrigir essa situação. Para ele, a COFAP é uma "inutilidade dispendiosa", que, em vez de resolver o problema, apenas o agrava, criando uma ilusão de controle. A intervenção do governo nos preços, segundo Pilla, deveria ser uma medida emergencial em situações de guerra ou calamidade pública, mas se tornou uma prática constante, o que ele considera uma insensatez. Alerta que, sem uma política de austeridade e bom senso, os preços continuarão a subir, independentemente da presença ou não da COFAP. Conclui que a responsabilidade pela elevação dos preços não pode ser atribuída à oposição, pois o verdadeiro problema reside nas falhas estruturais da política econômica do governo.