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Analisa a relação entre a instabilidade política e a adoção de sistemas governamentais, com foco na experiência francesa e na Constituição de Bonn. O autor destaca que, ao temer o poder pessoal do presidente, a França optou por modificar seu sistema parlamentar, o que gerou instabilidade nos gabinetes governamentais. Esse modelo, que teve origem na experiência traumática das ditaduras na França, gerou um receio sobre a instabilidade, especialmente em países que não tinham experiência com sistemas parlamentares, como na América Latina e na Europa. Pilla critica a reação exagerada à instabilidade francesa, que resultou no modelo do parlamentarismo de Bonn, adotado pela Alemanha. Ele argumenta que essa reação desconsidera a experiência universal dos sistemas parlamentares e foca apenas no caso francês. A instabilidade francesa, embora preocupante, é mais uma obsessão para os estrangeiros do que para os próprios franceses, que buscam corrigir esse problema sob a liderança de De Gaulle. Aponta as contradições da Constituição de Bonn, incluindo a possibilidade de um governo minoritário permanecer no poder sem o apoio da câmara nacional, apenas com o respaldo do presidente e do Conselho Federal. Pilla alerta que tal sistema pode ser explorado por governos que não se apoiam na maioria, o que poderia ser um risco, especialmente em contextos autoritários. |
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