Resumo:
Reflete sobre a importância do voto e a necessidade de uma consciência cívica plena por parte do eleitorado, especialmente no contexto eleitoral do Rio Grande do Sul. Embora o Estado seja considerado politicamente esclarecido, Pilla observa uma falha na educação cívica, que tem raízes na ditadura getuliana e na demagogia que ainda persiste. Para o autor, a falta de consciência sobre a importância do voto, muitas vezes motivado por interesses pessoais ou paixões partidárias, é um grave problema. O voto, um direito fundamental, deve ser visto como um dever para o bem comum, e não como um instrumento para interesses individuais. Pilla destaca os perigos da falta de uma escolha consciente, pois o regime presidencialista concentra poder nas mãos de uma única pessoa, tornando possível que uma escolha errada leve o país a sofrer por anos. Ele critica a venda do voto, que considera a pior das depravações eleitorais, e defende a importância de eleitores refletirem profundamente sobre as consequências de seus atos. Embora a opção no pleito atual seja simplificada com apenas dois candidatos, Pilla enfatiza que o voto deve ser dado com base nas qualidades dos candidatos e no interesse coletivo, sem ser influenciado por interesses pessoais ou faccionais.