Resumo:
Raul Pilla alerta sobre a gravidade das eleições no sistema presidencialista. A principal crítica de Pilla está na irrevogabilidade da escolha do chefe do governo, que, uma vez tomada, impõe suas consequências durante todo o mandato. Caso o governante seja incompetente ou desonesto, a sociedade precisa suportá-lo até o fim, o que torna a eleição um ato de grande responsabilidade. Pilla compara esse sistema com o parlamentarismo, onde é possível derrubar um governo por meio de um voto de desconfiança, tornando a política mais flexível. Ao discutir as eleições, Pilla destaca que os eleitores devem ter cuidado, pois o voto não pode ser retratado. A escolha de um governante tem implicações profundas para a sociedade e o futuro do país, por isso deve ser feita com seriedade e reflexão. Também analisa os atributos que um bom governante deve ter: serenidade e imparcialidade. A serenidade é essencial para tomar decisões ponderadas e justas, enquanto a imparcialidade é crucial para governar para todos, sem favorecer uma parte da população em detrimento de outra. Pilla critica o comportamento de alguns candidatos, como Leonel Brizola, acusando-o de falta de serenidade e imparcialidade. Sua postura agressiva e divisiva contrasta com os princípios que o autor acredita serem fundamentais para um bom governante.