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Raul Pilla explora o conceito de governança, destacando que o verdadeiro governante deve ser alguém capaz de superar-se constantemente. Para ele, governar não significa impor-se, mas sim transcender as próprias limitações, colocando os interesses da coletividade acima dos pessoais. O governante deve ser um ser excepcional, capaz de tomar decisões em benefício do bem comum, sem se deixar dominar pelos próprios vícios ou paixões. Esse processo de superação contínua é uma exigência da função pública, que demanda que o governante se esqueça de si mesmo para se dedicar ao serviço da sociedade. Pilla discute ainda a diferença entre governar e impor-se, salientando que, em uma democracia, o governante deve conquistar a adesão da maioria através do convencimento, não pela força ou pela autoridade imposta. Ele critica o caudilhismo, um modelo de governo autoritário e degradante, onde o governante se impõe pela força ou pela autoridade dos cargos que ocupa. A verdadeira liderança, segundo Pilla, exige que o governante seja humilde, sensato e capaz de governar a si mesmo antes de governar os outros. Pilla sugere que, ao avaliar candidatos a um cargo político, os cidadãos devem buscar aqueles que demonstram capacidade de autossuperação e equilíbrio, deixando de lado aqueles que se entregam à paixão e ao desejo desenfreado de poder. |
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