Resumo:
Aborda as diferenças culturais e sociais entre o Norte e o Sul do Brasil, destacando o preconceito existente em algumas regiões em relação aos imigrantes. Pilla aponta que, enquanto no Sul do país há uma integração mais fluida de descendentes de imigrantes estrangeiros, no Norte, essa integração é mais difícil de ser compreendida. Ele observa que, no Norte, o estrangeiro é frequentemente visto como um invasor ou um mercador ambulante, sem vínculo com a terra. Pilla usa o exemplo do deputado Nestor Duarte, que chamou de "estrangeiro" o arcebispo de Porto Alegre, Dom Vicente Scherer, que, apesar de ser bisneto de alemão, é um membro ativo da comunidade brasileira. O autor critica esse tipo de classificação, que ignora a verdadeira essência da brasilidade, que vai além do nome ou da origem étnica. Ele também sugere que o deputado baiano, que tem resistência a viajar de avião, deveria passar algumas semanas no Rio Grande do Sul para perceber como a verdadeira brasilidade se manifesta no espírito das pessoas, independentemente de sua origem. Pilla conclui que a verdadeira prova de brasilidade se dá nas batalhas e revoluções, simbolizando a unidade do país, que, apesar das diferenças regionais e culturais, compartilha um sentimento comum de identidade nacional.