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Aborda as complexas relações entre poder civil e força militar, especialmente no contexto das diferenças entre regimes políticos e suas respostas à intervenção militar. Destaca a realidade de que, em todos os países, a força armada exerce uma presença constante, mas a maneira como essa força é integrada ao sistema político varia significativamente. Pilla observa que, no presidencialismo latino-americano, a força tende a se sobrepor ao poder civil, enquanto no parlamentarismo europeu, a intervenção militar é considerada um escândalo. Também reflete sobre o impacto do totalitarismo russo, que, para ele, tornou o ideal de uma organização internacional sem armas uma utopia distante. Cita o caso da França, onde o militarismo crescente tem raízes na exacerbação do sentimento nacionalista, intensificado após a redução de seu império colonial. Embora o parlamentarismo francês tenha garantido uma longa paz civil, a guerra e os conflitos históricos têm moldado as interações entre política e força no país. Pilla reafirma a necessidade de entender as causas desses fenômenos, sem simplificar as situações como meras exceções. Conclui, com uma provocação ao leitor, que a explicação sobre essas questões precisa ser constantemente renovada, diante da persistente confusão pública. |
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