Resumo:
Raul Pilla responde a críticas recebidas após a publicação de um editorial no qual classificava os apolíticos como "sombras de cidadãos". Segundo ele, seus adversários distorceram intencionalmente suas palavras, substituindo "apolítico" por "apartidário", com o objetivo de enfraquecer sua mensagem e causar intriga junto ao eleitorado independente. Pilla explica que há uma diferença fundamental entre esses dois termos: o apolítico é aquele que ignora e despreza a política, sendo, por isso, um cidadão incompleto; já o apartidário é alguém que, mesmo sem estar vinculado a um partido político, participa da vida política de forma ativa e consciente. Ele valoriza o papel do cidadão apartidário, que, livre de compromissos partidários, pode atuar como um corretivo essencial no processo democrático. Esses eleitores flutuantes, afirma, são capazes de influenciar as eleições com discernimento, apoiando os partidos que demonstram melhores propostas e conduta. Sem essa participação apartidária e crítica, haveria o risco de consolidação de uma ditadura partidária. Ao desmontar a acusação de seus opositores, Pilla acusa setores ligados ao brizolismo de tentarem manipular sua mensagem para alienar o eleitorado independente. No entanto, confia na capacidade crítica desse público, ressaltando que ele lê, entende e não se deixa enganar por manipulações retóricas.