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Analisa os sistemas de representação eleitoral, discutindo as vantagens e limitações de cada um. Começa destacando que, no sistema de representação majoritária, onde os colégios eleitorais elegem um único deputado, o modelo pode ser eficaz em países como a Inglaterra, onde há dois grandes partidos equilibrados. No entanto, quando os partidos são numerosos e desiguais em termos de força eleitoral, o sistema majoritário se torna impraticável, pois o parlamento deixa de ser uma verdadeira representação do povo. Pilla argumenta que o sistema de representação proporcional é mais democrático, pois garante que todos os partidos, de acordo com sua força eleitoral, tenham representação no parlamento. Ele critica a tentativa de transformar o sistema proporcional em algo similar ao majoritário, o que, segundo ele, distorce a verdadeira essência da representação proporcional. Embora o ideal seja ter um único círculo eleitoral para o país inteiro, a extensão territorial e a organização federativa tornam isso impossível. Por isso, a representação deve ser feita por meio de circunscrições menores, como os estados, mas com a preservação da proporcionalidade. Pilla critica também aqueles que preferem o sistema majoritário em círculos pequenos, considerando essa visão uma concepção rudimentar de democracia, que ignora a importância da pluralidade de opiniões e da luta política interna para a elaboração da opinião pública, fundamental para o bom funcionamento da democracia representativa. |
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