Resumo:
Analisa a contradição presente no sistema presidencialista, com ênfase na dinâmica entre os Poderes Executivo e Legislativo. Usando o exemplo dos Estados Unidos, ele descreve uma situação em que o presidente Dwight Eisenhower, republicano, exerce o poder Executivo, enquanto os democratas dominam ambas as Casas do Congresso, criando um conflito entre as forças políticas. Pilla destaca que essa situação não é rara, pois, apesar de as eleições para os dois poderes acontecerem simultaneamente, a maioria no Congresso pode ser oposta à do presidente, gerando um impasse. Ele argumenta que essa contradição compromete a eficácia do governo, pois a falta de apoio legislativo pode paralisar a administração pública, prejudicando o andamento de políticas públicas. Pilla compara a situação dos Estados Unidos com o sistema parlamentarista da Inglaterra, onde o governo sempre reflete a maioria parlamentar. Quando o partido vencedor nas eleições tem maioria, automaticamente forma o governo, o que evita a paralisia observada no presidencialismo. Para o autor, essa contradição no presidencialismo é um obstáculo para a democracia, já que o regime exige uma governança alinhada com a maioria da nação. Conclui que, embora os Estados Unidos tenham conseguido superar esses desafios, os países latino-americanos com regimes presidencialistas frequentemente enfrentam dificuldades sérias, sendo dominados por caudilhismo e instabilidade política.