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dc.contributor.author Pilla, Raul
dc.date.accessioned 2025-04-14T20:02:43Z
dc.date.available 2025-04-14T20:02:43Z
dc.date.issued 1958-12-30
dc.identifier.uri http://hdl.handle.net/20.500.11959/8222
dc.description.abstract No Natal de Jesus, o ministro da Guerra fez um apelo à pacificação dos espíritos, sugerindo que se passasse uma "esponja" nos ressentimentos do passado, buscando a inspiração divina para cumprir as responsabilidades. Embora suas palavras pareçam nobres, elas são contraditórias quando analisadas à luz dos fatos. A pacificação real não ocorre apenas com palavras, mas com ações concretas para remover as causas da inquietação e da revolta. Um exemplo disso é o coronel João Adil de Oliveira, um oficial da Aeronáutica que, apesar de ser o mais antigo no quadro de acesso ao posto de brigadeiro, foi repetidamente preterido em suas promoções. Isso ocorreu mesmo tendo mérito comprovado, sendo que muitos de seus colegas, com menos direito, foram promovidos. A causa dessa injustiça está relacionada ao fato de o coronel ter presidido o inquérito do Galeão, que expôs o "mar de lama" no Palácio do Catete. O coronel, ao cumprir sua missão com integridade, acabou sendo punido, evidenciando uma realidade de insubordinação e vingança por parte da instituição. Ao buscar a pacificação, o ministro da Guerra ignora as raízes profundas dos ressentimentos dentro das Forças Armadas, e a tentativa de apagar essas mágoas com uma "esponja embebida em fel" é, na verdade, fútil. A verdadeira pacificação exigiria justiça e a remoção das causas de rancor, e não apenas palavras vazias. pt_BR
dc.subject Ministro da Guerra; Pacificação; Ressentimentos; Coronel João Adil de Oliveira; Inquérito do Galeão pt_BR
dc.title Esponja de Fel pt_BR
dc.type Other pt_BR


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