Resumo:
Analisa a administração do presidente Juscelino Kubitschek, criticando o comportamento do governo brasileiro. O autor observa que o país parece ter se tornado um grande latifúndio privado, controlado pelo governo sem o devido comprometimento com a responsabilidade pública. Pilla destaca as falhas graves observadas no governo de Kubitschek, mencionando que, apesar do desejo de um voto patriótico e humano de que o presidente "resgate as faltas", ele questiona a eficácia desse tipo de apelo. Reflete sobre o sistema de governo, que considera essencialmente pessoal, onde as falhas do presidente refletem diretamente no governo como um todo. Para Pilla, não se pode esperar mudanças substanciais apenas por um "milagre" nos últimos dois anos do mandato de Kubitschek. Ele argumenta que, se o sistema de governo fosse parlamentar, o parlamento poderia substituir um governo ineficaz mais rapidamente, sem precisar esperar tanto tempo. Pilla critica a permanência de um governo falho por um período longo, sugerindo que o modelo democrático deveria permitir tentativas sucessivas até encontrar a melhor solução. Ele defende que, em vez de esperar mais três anos, seria mais razoável buscar alternativas para melhorar a administração do país.