Resumo:
Critica a situação política da América Latina, especialmente em relação à persistência das ditaduras e instabilidade política, apesar das revoluções. Pilla reconhece a importância da revolução cubana que derrubou a ditadura de Fulgêncio Batista, mas alerta que o que ocorre em Cuba, na Colômbia e na Venezuela são apenas mudanças passageiras de regimes, sem uma transformação profunda no sistema político. Segundo o autor, as revoluções na América Latina, muitas vezes, substituem líderes sem alterar as estruturas de poder que favorecem a perpetuação de ditaduras. Pilla argumenta que as ditaduras e golpes de Estado são uma consequência direta do sistema presidencialista, adotado de forma inadequada pelas nações latino-americanas. Ele critica a imitação do modelo dos Estados Unidos, que criou um governo centralizado e um presidente com poderes excessivos, o que, em países com pouca experiência democrática, acabou por fortalecer o autoritarismo. O autor sugere que, enquanto o presidencialismo prevalecer, as revoluções serão ineficazes, pois mudarão apenas os governantes, sem transformar a base do regime.