Resumo:
Aborda a relação entre os políticos e os partidos dentro de um sistema democrático. O autor destaca que, embora a atividade pública deva ser exercida por meio de partidos, o político deve, ao ser eleito para o cargo de chefe do poder executivo, transcender sua vinculação partidária. O partido é apenas um meio, não um fim, e o governante deve agir em benefício de toda a coletividade, deixando de lado as rivalidades e paixões partidárias. O texto critica a continuidade do comportamento de candidato após a eleição, utilizando o exemplo de Leonel Brizola, que, após se eleger, não abandonou a postura de líder de facção. Isso, segundo o autor, demonstra que Brizola não estava à altura do cargo de governante, pois não se desfez de suas rivalidades partidárias, mas continuou a agitar o espírito de facções. O autor expressa uma preocupação com a governança, considerando que o líder deveria estar voltado para o bem público e não para disputas internas. A crítica é direcionada a um governante que, ao invés de se tornar uma figura de união e ação para o bem comum, persiste em sua atuação como caudilho. Conclui com uma advertência a Brizola para que mude sua postura, alinhando-se com as responsabilidades de seu cargo, em benefício do Rio Grande do Sul e do seu próprio partido.