Resumo:
Aborda a questão dos partidos de classe na política, destacando a contradição intrínseca a essa definição. Pilla explica que um partido político, por natureza, busca o bem comum de todos os cidadãos, independentemente de sua profissão ou posição social. No entanto, observa-se que, em alguns partidos, predominam membros de determinadas classes sociais. Por exemplo, partidos socialistas têm uma grande representação do proletariado, mas também incluem pessoas de outras classes. O autor discute a diferença entre partidos verdadeiramente representativos da classe trabalhadora e partidos onde os interesses de uma classe são manipulados politicamente por indivíduos que não pertencem a essa classe, como os demagogos, que buscam explorar a classe trabalhadora para fins pessoais, como exemplificado por Getúlio Vargas. Pilla também menciona uma reação no Rio Grande do Sul, onde a Associação dos Desempregados de Porto Alegre propôs a criação de um Partido de Representação Operária, que se caracterizaria como um partido genuinamente de classe, excluindo oportunistas e políticos profissionais. O objetivo seria garantir que a classe trabalhadora fosse representada de forma autêntica, sem ser explorada por outros grupos políticos. Para o autor, essa abordagem de um partido de classe genuíno seria preferível aos partidos em que a classe é utilizada como um instrumento de exploração.