Resumen:
Reflete sobre sua experiência e observações a respeito das entidades estudantis e da postura de alguns estudantes em relação a questões políticas e sociais no Brasil. Inicia descrevendo sua satisfação ao encontrar estudantes que, ao contrário do esperado, demonstraram simpatia por suas opiniões, apesar de seu posicionamento crítico em relação aos líderes estudantis e ao militarismo predominante no país. Durante suas palestras na Escola Nacional de Engenharia e na Escola Técnica do Exército, abordou as deficiências dos serviços de telecomunicações no Brasil e criticou o nacionalismo exagerado de certos discursos. Surpreendentemente, encontrou apoio entre os alunos, que pareciam discordar das posições radicais que suas entidades estudantis defendem. Expressa sua frustração ao perceber que as entidades não representam a visão da maioria dos estudantes e questiona a presença e a influência de estudantes que compartilham dessas posições radicais. Revela um ceticismo profundo em relação à legitimidade das entidades estudantis, argumentando que elas são compostas por minorias ativistas e não refletem o pensamento dominante dos estudantes em geral. Critica a falta de discernimento do presidente Juscelino Kubitschek, que se assustou com as ações das entidades estudantis e, como resultado, causou uma grande confusão no sistema educacional. Sugere que o presidente deveria ter buscado conselhos mais informados antes de tomar decisões apressadas.