Abstract:
Discute a proposta política do sr. Etelvino Lins para a sucessão presidencial de 1959, que sugere a candidatura de Juraci Magalhães como candidato único à presidência e uma disputa para a vice-presidência entre figuras como Jânio Quadros, Teixeira Lott, João Goulart, e outros. Critica a repetição monótona de nomes e fórmulas na política brasileira, evocando um sentimento de frustração com a falta de inovação e a permanência de uma "causação circular cumulativa" que impede o progresso do país. A crítica se estende ao processo de sucessão presidencial, destacando que o Brasil está preso a um ciclo vicioso de escolhas repetitivas e improdutivas. Lamenta a persistência de figuras políticas envelhecidas e acusa os políticos de manipular a política de cima para baixo, sem considerar o desejo genuíno do povo por mudanças. A eleição de Jânio Quadros é apresentada como uma esperança de ruptura com a estagnação política, oferecendo uma oportunidade de renovação e mudança. Também menciona a ironia do acaso na ascensão de certos políticos, como o general Henrique Teixeira Lott, que alcançou destaque devido a eventos fortuitos, e critica a vaidade e a falta de substância de muitos líderes atuais. Em resumo, o Corção defende uma transformação genuína na política brasileira, fora do ciclo repetitivo e estagnado representado pelas fórmulas políticas tradicionais.