Resumo:
Discute a importância do contraste e da crítica no pensamento humano e na organização política. Afirma que os conceitos se formam por oposição, como preto e branco, e que todo raciocínio se baseia na comparação entre ideias. Para pensar de forma eficaz, é preciso debater internamente, levando a um processo que inclui tese, antítese e síntese. Essa lei do contraste não se aplica apenas ao indivíduo, mas também se reflete nos corpos coletivos e no governo das nações. Enfatiza que a oposição é tão necessária quanto o governo em uma democracia, usando o exemplo da Inglaterra, onde tanto o governo quanto a oposição são legitimados pela coroa. Cita Churchill, que destacou a importância da liberdade de discussão durante a guerra, afirmando que essa liberdade fortalece a nação. Assim, conclui que, enquanto o país está em guerra, a crítica é uma forma de colaboração essencial, pois estimula e alerta os governos, mesmo que às vezes possa ser considerada injusta. A crítica é, portanto, uma contribuição vital para a democracia.