Resumen:
Aborda a polêmica em torno do livro "Fronteira Agreste", utilizando a discussão para refletir sobre a liberdade na arte. Menciona ter recebido uma carta de um publicista, que questiona se as obras citadas podem ser consideradas arte, o que o deixou perplexo. Argumenta que, apesar de não se dever interferir na produção artística, é essencial distinguir entre arte e obras que, mesmo impressas, podem ser obscenas ou pornográficas. Critica a ideia de que tudo que está impresso e segue uma escola literária é arte, afirmando que a impressão não torna a obscenidade menos nociva. Para ele, a arte deve ser uma expressão criativa do espírito humano, mesmo que seu conteúdo seja controverso. Enfatiza que, embora não se possa eliminar a pornografia, esta deve ser relegada a espaços menos acessíveis, onde suas influências são limitadas. A defesa da liberdade de expressão artística deve, portanto, estar acompanhada de uma crítica consciente que separa a arte genuína das manifestações de degradação moral.